10/01/2024 às 13h20min - Atualizada em 12/01/2024 às 00h00min

Comex em pauta: qual é a conjuntura para 2024?

Entre perspectivas e resoluções, Comex brasileiro está no centro de mudanças, exigindo um olhar atento por parte de importadoras e exportadoras

Renato Figueiredo
Divulgação


 

Por Renato Figueiredo 

 

Para empresas brasileiras inseridas na dinâmica do Comércio Exterior, estar à parte de acontecimentos e projeções sobre o setor é sempre uma questão de teor estratégico. Por decisões mais assertivas e um planejamento condizente com as possibilidades de mercado, o momento é bastante propício para entendermos como o comex poderá entrar em 2024, na medida em que o próximo ano se aproxima e traz diversas novidades.  

 

À primeira instância, um bom ponto de partida é o reconhecimento do crescimento e da consolidação do Comércio Exterior na economia nacional, através de números que falam por si só. Em agosto deste ano, o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (ApexBrasil), avaliou que, em 2024, o fluxo de Comércio Exterior no Brasil poderá superar a marca de US$ 1 trilhão. A afirmativa vai ao encontro de um quadro de expansão do segmento, o que pode fomentar um efeito dominó positivo para a competitividade de importadoras e exportadoras, gerando empregos e ganhos econômicos.  

 

No campo sociopolítico, 2024 também promete trazer respostas importantes sobre pendências e oportunidades. A Argentina, hub consolidado para organizações do Comex, acabou de ter uma mudança política significativa, com a eleição de Javier Milei. Certamente, é provável que reflexos diplomáticos e comerciais sejam sentidos em breve.  

 

Ainda no horizonte estratégico de importadoras e exportadoras, está a tão debatida Reforma Tributária, que após aprovação no Senado Federal, retorna à Câmara dos Deputados para uma nova apreciação. Tendo em vista um longo período de transição, que deverá marcar a coexistência entre o modelo antigo e os tributos propostos pela reforma, os desafios para que todas as operações permaneçam em conformidade com a legislação fiscal serão numerosos. Categoricamente falando, esse processo será crítico para a operacionalização do novo modelo tributário. 

 

Para players do Comércio Exterior, isso indica uma lacuna inegável a ser preenchida: nos próximos anos, o diferencial para que o setor tributário permaneça eficiente será o nível de maturidade operacional apresentado pelo contribuinte, com ferramentas que possibilitem uma gestão segura e agilizada sobre todo o escopo tributário do negócio. Se mencionarmos a complexidade aduaneira e cambial relativa à comunicação com outros parceiros comerciais, especialmente na América do Sul, a demanda é ainda mais intensa.  

 

Tecnologia como alicerce: inovação é tendência contínua  

Desenhada a conjuntura para 2024, que evidentemente, estará sujeita a novos acontecimentos e mudanças, além de outros tópicos igualmente relevantes, importadoras e exportadoras se deparam com um assunto emergente: a inserção da tecnologia no cotidiano operacional. Cada vez mais, inovar deixa de ser uma questão secundária para se confirmar como um diferencial competitivo, em prol de soluções disruptivas que agreguem valor à cadeia de produção, da logística à administração de processos.  

 

Frente à urgência por mais simplificação, somada ao gerenciamento efetivo dos dados, o que pode oferecer inteligência analítica à tomada de decisão, bem como um espaço de segurança e estabilidade no fluxo informacional da empresa, gestores que permanecerem alheios à onda tecnológica correrão um risco real de cair na ineficiência, provocando obstáculos de crescimento e, até mesmo, travando a gestão de Comex. A nível interno, essa é uma tendência de caráter inadiável.  

 

Por fim, é fato que as perspectivas para 2024 podem ser abordadas de maneiras distintas, mas que acabam terminando em um fator comum: evolução é palavra de ordem. Conforme observamos um cenário sociopolítico em constante mutação – dentro de um plano de fundo tributário transicional –, as empresas de Comércio Exterior terão de se adaptar com excelência e assertividade, com o apoio de aliados estratégicos, como é o caso da tecnologia. Deste modo, adversidades darão lugar a oportunidades de crescimento e produtividade, explorando todo o potencial por trás de um segmento que não para de progredir.  

 

*Renato Figueiredo, Chief Sales Officer na eCOMEX NSI  

  

Sobre a eCOMEX       

Fundada em 1986, a eCOMEX NSI desenvolve aplicativos para otimização da gestão de processos de comércio exterior. Primeira empresa no Brasil a integrar seus aplicativos aos principais sistemas ERPs do mercado e a disponibilizar uma aplicação 100% WEB para gestão do comércio exterior. A companhia é integrante do Grupo Cassis, que conta com mais de 250 colaboradores e mais de 150 clientes em vários países, com grande destaque na Amrérica Latina. Veja mais: http://www.ecomex.com.br/       


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