16/01/2024 às 09h37min - Atualizada em 17/01/2024 às 08h12min

De olho na volta às aulas, médicos recomendam check-up nos estudantes para garantir a aprendizagem

Santa Casa de Mauá
Divulgação


Em breve, chegará o momento de as crianças retornarem às aulas e, por isso, é importante que os pais aproveitem o período de férias para fazer um check-up na garotada, principalmente nas especialidades em que podem comprometer o desempenho escolar, como a audição e a visão. 

Para o otorrinolaringologista Thiago Brunelli Resende da Silva, do hospital Santa Casa de Mauá, problemas com a alfabetização, a aprendizagem, a troca de letras e fonemas, além da falta de atenção e desinteresse podem estar ligados à audição, à interpretação do som, ao ronco e ao sono agitado. “Cuidar da audição das crianças é fundamental para o desenvolvimento acadêmico e emocional”, explica o especialista.

A perda auditiva na infância pode ser transitória, permanente, estável ou progressiva. Quando uma criança ou adolescente apresentam dificuldades com o processo de aprendizagem, de aquisição de linguagem e de escrita, o primeiro diagnóstico que vem à mente é o de Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDHA), mas na verdade, pode se tratar do Transtorno do Processamento Auditivo Central (TPAC), que envolve a capacidade do sistema auditivo nervoso central em utilizar os sons.

O cérebro recebe as informações que chegam aos ouvidos e se houver um problema com a interpretação dos sons, pode causar os seguintes sintomas: ouvir bem, mas não entender o que é dito; falha na interpretação de sons; problemas com a localização e o espaço; dificuldades de memorização; falta de atenção, distração e agitação. Respostas demoradas e a dificuldade em distinguir sons parecidos também são comuns. 

“O diagnóstico precisa ser assertivo e o tratamento envolve uma equipe multidisciplinar com otorrinolaringologistas, fonoaudiólogos, psicólogos e neurologistas, sessões de treinamento e aparelhos auditivos que ampliam a capacidade de ouvir, além de apoio e envolvimento da família. Dessa forma, o paciente terá mais qualidade de vida, adaptação ao convívio social e sucesso na aprendizagem”, completa o otorrinolaringologista Thiago Brunelli Resende da Silva.

Já o oftalmologista Fernando Naves, da mesma instituição de saúde, alerta para os problemas de visão que também podem comprometer o desenvolvimento e, até, a adaptação no ambiente escolar. De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), cerca de 30% das crianças em idade escolar apresentam problemas refrativos; 10% das crianças entre sete e dez anos precisam usar óculos e 80% nunca fizeram uma avaliação visual.

Alguns sinais que indicam o desconfortos são percebidos na escola ou em casa, como por exemplo, a proximidade do rosto ao livro ou ao caderno durante a leitura ou escrita; esfregar os olhos com frequência, lacrimejamento ou vermelhidão; estreitar os olhos para enxergar melhor; aproximar muito os dispositivos eletrônicos dos olhos; dores de cabeça ao fim do dia; dificuldades para ler mesmo sendo alfabetizado; o hábito de seguir a leitura com a ponta dos dedos e as notas baixas na escola.

Entre os principias problemas de visão estão os erros refrativos - miopia, astigmatismo, hipermetropia e estrabismo. Essas dificuldades podem ser amenizadas com o uso de óculos e lentes adequadas, de acordo com o grau e problema diagnosticados.

Muitas doenças oftalmológicas podem ser descobertas logo após o nascimento, por meio do teste do olhinho, como a retinopatia, retinoblastoma e catarata congênita. 

Durante a fase escolar é importante estar atento ao comportamento e ao desenvolvimento das crianças, pois além dos problemas de audição, TPAC e visão, outras questões como déficit de atenção, falta de vitaminas e cansaço também podem estar envolvidas.
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