18/01/2024 às 16h58min - Atualizada em 18/01/2024 às 19h04min

Verão: Mergulhos devem ter cuidado máximo para evitar traumas graves

Águas rasas, pedras, piscinas estreitas ou bordas escorregadias são riscos potenciais para sérias lesões, alerta Sociedade Brasileira de Trauma Ortopédico

Viviane Soares Bucci
divulgação


Para aproveitar a estação mais quente do ano, nada melhor do que se refrescar na piscina, no mar ou tomar um banho de rio ou cachoeira. Mas ao saltar para um mergulho, é preciso tomar o máximo de atenção, pois o lazer pode acabar em um grave acidente, resultando em sérias lesões que podem, inclusive, ter sequelas irreversíveis.

No fim de dezembro, um homem de 59 anos aproveitava o feriado de Natal no balneário Capão da Onça, na região de Itaiacoca, zona leste de Ponta Grossa (PR), quando pulou, para mergulhar, de altura de pouco mais de um metro, batendo a cabeça em uma pedra. Ele chegou a ser hospitalizado, mas não resistiu aos ferimentos.

“Águas rasas, pedras, piscinas estreitas ou bordas escorregadias são riscos potenciais. Pular de trampolins ou pontos altos não deve ser feito por pessoas sem experiência com essa situação. Além disso, o impacto sobre a água pode provocar luxações, torções, fraturas e danos às articulações”, fala o presidente da Sociedade Brasileira de Trauma Ortopédico, Marcelo Tadeu Caiero.

Brincadeiras nessa hora são extremamente perigosas. “É comum vermos pessoas se pendurando em cipós para se lançar no rio ou brincando de jogar amigos e familiares na piscina, e esses atos têm alta periculosidade, pois a pessoa pode, no primeiro caso, bater contra uma pedra; no segundo, bater na quina da piscina e, em ambas as situações, cair de mau jeito e ter traumas diversos”, alerta o especialista. “Também não se deve saltar com cambalhotas, de costas ou de cabeça na água”, completa.

Um mergulho de cabeça, por exemplo, em local muito raso, em que não se pode afundar muito ou que a pessoa acabe acertando algum obstáculo, pode ocasionar lesões na coluna. Se ocorrer uma interrupção parcial das conexões nervosas entre cérebro e membros, em geral na altura da coluna dorsal ou lombar, a pessoa pode ficar paraplégica, quando há perda da função muscular na metade inferior do corpo. “Se o trauma envolver a coluna cervical, a pessoa fica tetraplégica, perdendo os movimentos do pescoço para baixo”, explica o traumatologista.

Veja algumas dicas importantes para evitar acidentes:

- Na piscina, verifique a profundidade. O ideal é que tenha ao menos o dobro de sua altura;

- Nunca mergulhe de cabeça em locais desconhecidos, nem em águas turvas;

- Evite mergulhar com muita velocidade ou de lugares muito altos. Quanto mais rápido você chegar ao fundo, mais perigoso é o mergulho;

- Não corra para pular na piscina, pois as bordas podem estar escorregadias;

- Evite brincar de empurrar amigos em piscinas, cachoeiras e no mar.
 

Crédito da foto: Divulgação/Freepik

Legenda: Águas rasas, pedras, piscinas estreitas ou bordas escorregadias são riscos potenciais para sérias lesões
 

Assessoria de Imprensa da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (TRAUMA)

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